As proteínas apresentam funções e estruturas diversificadas e são sintetizadas a partir de apenas 20 aminoácidos diferentes. São formadas por conjuntos de 100 ou mais aminoácidos, que podem repetir entre si. Formam os hormônios, anticorpos, as enzimas (catalisam reações químicas) e os componentes estruturais das células. Encontram-se no tecido muscular, nos ossos, no sangue e outros fluidos orgânicos.
Classificação das proteínas:
1) Proteína de alto valor biológico (AVB):
Possuem em sua composição aminoácidos essenciais em proporções
adequadas. É uma proteína completa. Ex.: proteínas da carne, peixe, aves
e ovo.
2) Proteínas de baixo valor biológico (BVB):
Não possuem em sua composição aminoácidos essenciais em proporções
adequadas. É uma proteína incompleta. Ex.: cereais integrais e
leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, etc.).
3) Proteínas de referência: Possuem todos os aminoácidos essenciais em maior quantidade. Ex.: ovo, leite humano e leite de vaca.
Aminoácidos são unidades estruturais das proteínas.
Eles se unem em longas cadeias, em várias estruturas geométricas e
combinações químicas para formar as proteínas específicas.
1) Aminoácidos essenciais:
Precisam ser fornecidos através da dieta. São eles: Valina, lisina,
treonina, leucina, isoleucina, triptofano, fenilalanina e metionina. A
histidina e a arginina são essenciais para crianças até 1 ano de vida.
2) Aminoácidos não essenciais: Podem ser sintetizados pelo organismo em quantidades adequadas para uma função normal.
Funções das proteínas:
1) Reparam proteínas corpóreas gastas (anabolismo),
resultantes do contínuo desgaste natural (catabolismo) que ocorre no
organismo;2) Constroem novos tecidos;
3) Fonte de calor e energia (fornecem 4 Kcal por grama);
4) Contribuem para diversos fluídos e secreções corpóreas essenciais, como leite, esperma e muco;
6) Defendem o organismo contra corpos estranhos (anticorpos contra antígenos);
7) Exercem funções específicas sobre órgãos ou estruturas do organismo (hormônios);
8) Catalisam reações químicas (enzimas).
5) Transportam substâncias;
Aminoácido limitante:
Para se avaliar a qualidade de uma proteína,
compara-se sua composição de aminoácidos, com a proteína padrão (do
ovo), verifica-se qual dos aminoácidos da proteína em estudo está mais
deficiente em relação à padrão. O aminoácido que se apresentar em menor
quantidade, é o limitante.
Digestão, absorção e metabolismo:
A digestão das proteínas começa no estômago, que
devido a presença de ácido clorídrico, desnatura as proteínas (destrói
as ligações de hidrogênio da estrutura química). Com isso, as cadeias
proteolíticas perdem a forma e ficam mais acessíveis ao ataque das
enzimas. A enzima pepsina transforma as proteínas em moléculas menores,
hidrolisando as ligações peptídicas. No intestino delgado as proteínas
sofrem a ação das enzimas produzidas pelo pâncreas (tripsina,
quimotripsina, elastase e carboxipolipeptidase). Após, os peptídeos e
aminoácidos absorvidos são transportados ao fígado através da veia
porta. Apenas, 1% da proteína ingerida é excretada nas fezes. Os
aminoácidos participarão na construção e manutenção dos tecidos,
formação de enzimas, hormônios, anticorpos, no fornecimento de energia e
na regulação de processos metabólicos (anabolismo e catabolismo).
Necessidades diárias:
As necessidades diárias situam-se em torno de 0,8 a 1
grama por quilo de peso. Em relação à contribuição total das proteínas
na ingestão calórica, recomenda-se cerca de 10 a 15%.
Fontes alimentares:
Origem animal: carnes (mamíferos, aves, pescados, etc.), vísceras, ovos, leite e derivados.
Origem vegetal: leguminosas secas (feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico, etc.) e cereais integrais (milho, trigo, etc.).
Origem vegetal: leguminosas secas (feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico, etc.) e cereais integrais (milho, trigo, etc.).


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